Sejamos Bandeirantes do século XXI

Os momentos de grandes crises sociais, religiosas e morais, paradoxalmente, são geradores de grandes atos de fidelidade a Deus, à Igreja, à Pátria, à cidade. No futuro os olhos estarão voltados para aqueles que conseguiram reverter grandes adversidades de hoje. E delas nossos dias estão repletos. É hora dos que estão dispostos a fazer, dentro da lei, todo o possível para RESISTIR à presente degringolada. Como? Conscientizando e unindo aqueles que compartilham o mesmo pensamento e os mesmos princípios numa força de opinião inabalável e ativa.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Invasões de imóveis, aumento do IPTU e a comunistização de São Paulo


“Pá de cal na Reforma Agrária” é o objetivo título que Zander Navarro deu ao seu artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, em 21 deste mês. Meus cumprimentos por ter a coragem de reconhecer esta verdade tão rombuda, ao mesmo tempo tão escamoteada pela mídia esquerdista.
São palavras suas: Por tudo isso, a reforma agrária brasileira concluiu o seu ciclo de vida. Do ponto de vista econômico e produtivo, seu fracasso é assombroso, pois a área total dos assentamentos é maior do que a área plantada de todos os cultivos nos demais estabelecimentos rurais. Mas, com surpresa, nada sabemos especificamente sobre a produção dos assentamentos, enquanto a agricultura brasileira se tornou uma das mais eficientes do mundo. É um confronto estatístico que desmoraliza qualquer defesa de tal política. Persistir em sua continuidade, portanto, beira a completa insanidade.” (os destaques são meus).
Faltou lembrar que o incansável combatente dessa funesta política agro reformista foi Plinio Corrêa de Oliveira, denunciando, esclarecendo e prevendo o fracasso que adviria pelo seu caráter comunista, igualitário, contrário ao direito de propriedade e à livre iniciativa. O best seller de sua autoria, “Reforma Agrária Questão de Consciência”, conjuntamente com dois bispos fiéis à autêntica Doutrina Social da Igreja (naquele tempo ainda os havia em número expressivo) e um economista sensato, foi o primeiro “petardo” contra essa política insana. Como Dr. Plinio acertou...
Afirmo que o único fruto real da RA, que está na profunda intenção do petismo mais do que o êxito produtivista dos assentados, foi atingido. Uma imensidão de terras passou da propriedade de particulares para a propriedade da União. Isso é certo.
Agora chegou a vez do PT tocar a Reforma Urbana, irmã da RA, nascida dos mesmos pais desta.
Quem anda por São Paulo constata que está montado um cenário teatral que é um “prato cheio” para a Reforma Urbana. A comédia petista se repete, segundo os mesmos princípios da RA. Primeiramente gente de nível bem acima de mendigos se tornam “moradores de rua”. Vindos dos mais diferentes lugares, se espalham em barracas de camping (nova moda), sob viadutos e marquises, engordam a sensação de miséria e desigualdade. Logo se articulam e pesquisam que prédios vazios invadir. Feita a invasão de um prédio vazio (este equivale à propriedade improdutiva no caso da RA), nasce o caso judicial, policial etc.
Simplificando: conversa vai, conversa vem, notícias na mídia - normalmente contra os proprietários -, o mais provável é que os invasores acabem ganhando a causa e fiquem usando o imóvel. Como na RA, esperam o título de propriedade que nunca virá. O cerco aos proprietários se fecha ainda mais com o aumento do IPTU.
A coisa se arrasta, o local vira um cortiço, a briga jurídica se eterniza. Simplificando, o invasor não terá uma moradia digna, o proprietário perderá sua propriedade e, o mais certo de tudo, o poder público será o real dono do imóvel.

Tão artificial é a Reforma Urbana, que, como a Reforma Agrária, semeará favelas, multiplicará a pobreza. A obstinação petista fará de tudo para transformar São Paulo numa miríade de “assentamentos urbanos”, senão numa Havana; plano que, cedo ou tarde, em razão dos “princípios mortais” do comunopetismo, receberá ele também, espero que em dia não tão distante, a sua pá de cal. 







quinta-feira, 6 de junho de 2013

PARADA HOMOSSEXUAL: TEM CHEIRO DE DESCONTENTAMENTO NO AR

Há alguns dias a mídia paulistana anunciou que a Prefeitura de São Paulo dobraria a verba para custear a Parada homossexual desse ano em 1 milhão e 600 mil reais. Não é pouco!
Depois noticiou com entusiasmo a contratação de 17 trios elétricos (não me lembro quantos a mais do que na Parada do ano passado), forma mais atualizada de fazer um imenso barulho (e de aumentar a impressão do tamanho do vento). 
E, como uma fórmula supostamente genial para atrair o público mediante sensação propagandística, foi contratada uma cantora que assumiu recentemente sua relação homossexual com outra mulher (condição que ela mesma disse nunca ter deixado de assumir publicamente).
Mas não é só isso. As TVs vêm trabalhando empenhadamente para aumentar a adesão da opinião pública à agenda homossexual, através de enredos de novelas que apresentam os homossexuais como os heróis e os “mocinhos” da atualidade, e concedendo-lhes cada vez mais espaço.
Também nas escolas, de todos os níveis, essa propaganda vem sendo impingida por  diversos professores e diretores.
Não é demais lembrar que autoridades têm se encarregado de favorecer a mesma agenda homossexual das mais variadas maneiras, entre elas uma bem recente, de iniciativa do Conselho Nacional de Justiça, por muitos juristas considerada anticonstitucional, exigindo dos cartórios o registro de casamentos homossexuais de maneira impositiva.
Para completar o elenco, está instalado um verdadeiro terrorismo psicológico contra todo mundo que ousar insinuar sequer uma “inaceitação” do homossexualismo, ainda que em nome da consciência religiosa. Ser tachado de homofóbico hoje é mais grave do que ser acusado de heresia nos tempos da inquisição.
Ora, tudo isso considerado, como explicar o evidente fracasso da Parada do dia 2 de junho?
Em anos anteriores a mídia noticiava desinibidamente a presença de vários milhões de participantes na Parada, até que no ano passado a Folha de São Paulo resolveu adotar um método objetivo de avaliação, em outras palavras, resolveu adotar um método científico, verdadeiro, real. Os números baixaram para 350 mil participantes. Este ano o comparecimento foi, segundo este método mais objetivo, de 220 mil participantes no total.
Incrível que organizadores da Parada falam em 5 milhões! O que revela um incomensurável alheamento da realidade. E jornais importantes, que deveriam pedir aulas à Folha de São Paulo para aprender a fazer avaliações dessa natureza, falam em 3 milhões, 1 milhão e meio etc. Verdadeiros chutes, ou melhor mentiras...
Também se comenta que muitos dos participantes têm todas as suas despesas pagas tanto em hotéis e restaurantes, quanto para custeio de passagens.
Qual a explicação para o esvaziamento da que é considerada a maior Parada homossexual do mundo?
Comparemos com a manifestação, em sentido diametralmente oposto, acontecida em Paris uma semana antes. 

Um milhão e quatrocentas mil pessoas (dados confiáveis, pois, para as realizações da direita a mídia, ao contrário das manifestações da esquerda, sempre tende a diminuir), que se articularam às próprias expensas dos manifestantes, enfrentando um frio nada agradável, para exigir a supressão da lei, promulgada pelo Presidente François Hollande, que instituiu o casamento homossexual no dia 23 de abril p.p.


Os participantes apresentavam características inteiramente diferentes. Bem apresentados, com fisionomia de gente normal, famílias com personalidade, agindo em nome dos princípios da Lei de Deus e da Lei Natural, movidos por um ânimo que lembrava as Cruzadas.

Se os partidários do casamento homossexual são maioria, por que não conseguiram fazer qualquer mobilização que se comparasse à dos que não o aceitam? Se fossem realmente maioria, certamente teriam feito alguma coisa para “esmagar” a oposição.
A imposição da agenda homossexual está sendo tentada em muitos países. Da mesma forma, as reações a tal imposição também se multiplicam, embora a mídia procure omitir fatos ou lhes diminuir a importância.
Cabe a pergunta: a opinião pública estará realmente se deixando conquistar pela agenda homossexual?
Ou está sendo submetida a uma compressão propagandística/psicológica com consequências imprevisíveis?
O futuro dirá...


sábado, 4 de maio de 2013

Se quisermos a paz, obtenhamos a volta de DEUS





O noticiário tem sido pródigo em notícias de violência, enquanto as estatísticas mostram como, apesar de inúmeras providências para contê-la, ela continua a crescer.
Uma das tentativas para diminuir a violência seria através da redução da maioridade penal, porquanto os menores de 18 anos, exatamente por sua impunidade, têm sido usados via “controle remoto” pelos criminosos maiores.
Nada mais evidente: usar elementos impunes para praticar crimes que acabam não dando em nada... para os assassinos. Assim, a máquina do crime atua com resultado e sem perda de pessoas.
O que causa perplexidade é o prefeito de São Paulo mostrar-se contra a diminuição da maioridade penal, numa atitude de evidente moleza face à criminalidade praticada por menores. Se fosse só moleza, e não ideologia, pois, para a esquerda petista, é a sociedade atual que é criminosa, enquanto os bandidos são vítimas dela!
Na mesma linha está a CNBB, também contrária à redução da maioridade penal.
A “dobradinha” PT-CNBB vem funcionando de modo muito afinado. A ponto de todos saberem que a ascensão do PT ao poder no Brasil e de Haddad na prefeitura de São Paulo foi obra da esquerda católica; isso é um fato.
Estamos vivendo numa sociedade que, por suas características sociais, psicológicas e materiais, engendra constantemente o crime. Basta considerar que este é o tema que dá Ibope às “novelas” mais assistidas da TV, o noticiário policial que se transformou num seriado intérmino.
Doa a quem doer, a verdade é que Deus foi expulso da sociedade ao serem abandonados os Seus Mandamentos.
Se a correção moral e religiosa do povo não for considerada com coragem, a criminalidade não vai parar nem diminuir, mas continuará a crescer até sair totalmente do controle das autoridades, causando o inimaginável.
A responsabilidade maior por essa correção a tem o clero, que recebeu de Nosso Senhor o mandato de santificar as almas. E, em consequência, a omissão, o desacerto ou o abandono desse aspecto tornará grande parte dele responsável pela situação.
Por mais que o governo se proponha aumentar o policiamento e torná-lo mais eficaz, não será suficiente se as almas não começarem uma regeneração por dentro, o que só se dará com um clero que realmente seja santo e cumpra a sua missão espiritual, repito, de santificar as almas.
Aí nossa sociedade será constituída por autênticos amigos de Deus, que O trarão de volta, pois a paz de Cristo só se estabelece onde Ele é efetivamente Rei.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Novela Sem Graça ou Realidade Assustadora?


Já virou novela o assunto da criminalidade, especialmente em São Paulo. Quem lê o noticiário percebe que embora os “capítulos da novela” continuem sempre muito parecidos, o “índice de audiência” já não é o mesmo de antes.
Cada dia que passa vai ficando mais clara a ideia de que por trás dessa “peça” corre algo, algum interesse de outra ordem, com a intenção de mudar o panorama político-social.
Há tempo que a esquerda pretende extinguir nossas Polícias Militares, especialmente a paulista. E, mais recentemente, a própria ONU, reduto esquerdista de pressão internacional, disse explicitamente que o Brasil devia acabar com as PMs.
Presentes no panorama esses elementos, aliados ao fato incontestável de que dentro dos presídios está nascendo uma outra força política de esquerda – o PCC, que a partir de lá comanda o crime –, o leitor não pode abster-se de perguntar qual vai ser o último capítulo.
A escritora Fátima Souza, em seu recente livro PCC a facção, mostra claramente o que afirmo, deixando o leitor intrigado com o lema que, segundo ela, é adotado pelo PCC: “Liberdade, Justiça e Paz”. Por que intriga?
Intriga porque as palavras “Justiça e Paz” fazem parte de uma comissão da CNBB. É um velho lema da esquerda católica no Brasil.
Será que esse lema foi sugerido pela Pastoral Carcerária, que atua nos presídios?
Será que as FARC brasileiras estão sendo gestadas dentro dos presídios e que a hora de elas se apresentarem no panorama político já chegou?
Será que a Pastoral Carcerária está para o PCC como a CPT está para o MST?
Diz o ditado: “Perguntar não ofende”.
Quem dará essas respostas?
Há cerca de 30 anos, Plinio Corrêa de Oliveira – talvez o brasileiro mais sabotado pela mídia no Brasil – escreveu na “Folha de S.Paulo” um artigo que a meu ver contém a chave que desvenda o assunto em seu extraordinário artigo “4 dedos sujos e feios” de 16 de Novembro de 1983.
Quem desejar o artigo, basta pedir através dos comentários.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Mentira tem perna curta...



O esforço hercúleo exercido por certas forças, no Brasil e no Exterior, para a opinião pública assimilar o homossexualismo é evidente.
Parte preponderante desse esforço tem sido posto em ação pela mídia, empregando todas as suas tubas nessa direção, sobretudo antes, durante e depois de marchas como a realizada no último dia 10 em São Paulo.
Não me refiro a outros possantes apoios como o patrocínio do governo, bancando em larga medida o evento com dinheiro público, bem como o apoio de autoridades, que liberam uma das artérias mais importantes da cidade para prestigiar o movimento.
Raciocinando um pouco – hábito fora de moda para muitos – uma pergunta se impõe:

Um evento tão propalado, prestigiado de tantas maneiras, e que, no entanto, requer a presença de tantos policiais para reprimir a violência, o alcoolismo e os roubos, que temores desperta? Por que? Dá o que pensar.
Contudo, o mais espetacular aspecto da passeata do dia 10 foi o desfazimento de uma  falsidade gigantesca. Há anos os organizadores, a mídia e até a polícia confirmavam a participação de milhões de pessoas no evento. Este ano aconteceu algo incrível!
Embora a manifestação continuasse praticamente com o mesmo tamanho, a cifra obtida “cientificamente” pela “Folha de S. Paulo” aponta 270 mil participantes – menos que a décima parte do que vinha sendo anunciado! – dos quais só 65 mil participaram do deslocamento até a Consolação.
Por que será que, decorridos 15 anos, somente agora ocorreu a ideia de se contar objetivamente, ou cientificamente, o número de participantes? (Estava demais...?) Diz o ditado popular que “mentira tem perna curta”.
Que certa esquerda mente escandalosamente, é notório. Se parar de mentir, murcha.
Será que a mídia visava dar uma ideia de que a popularidade do movimento é gigantesca?
O que seria dessas marchas sem o apoio tão precioso dessa imensa caixa de ressonância que é a mídia e de outros apoios menores, artificiais, mas relevantes?
Será que tais marchas são realmente do agrado da opinião pública?
O jornalista Gilberto Dimenstein, da “Folha de S. Paulo”, ao lembrar que tanto José Serra quanto Fernando Haddad (o do kit homossexual), candidatos à Prefeitura de São Paulo, não compareceram à recente marcha por medo de receberem o troco nas urnas... , não está sugerindo exatamente essa impopularidade?
Por que não se faz um plebiscito bem claro e imparcial para avaliar CIENTIFICAMENTE se o Brasil aceita ou rejeita essas marchas? Não seria DEMOCRÁTICO?
Ou é melhor continuar mentindo e impondo? Por que?


sexta-feira, 20 de abril de 2012

O mito grandioso do Brasil católico reaparece na Paulista


Quem circulou pela Avenida Paulista ontem, 5ª. feira, 19 de abril, teve ocasião de contemplar um autêntico indicativo do “politicamente incorreto povo brasileiro”. Foi a acolhida simpática, pacífica, normal, do público para com a audaciosa campanha do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira contra o aborto e as práticas homossexuais.
Os temas não poderiam ser mais polêmicos e atuais.
Dois livros de autoria do conhecido Padre David Francisquini eram oferecidos aos transeuntes por jovens e adultos envergando uma faixa dourada – uma beca de inspiração medieval, hoje em dia adaptada por alguns corais ou associações – com um distintivo contendo a foto de Plinio Corrêa de Oliveira, fundador da conhecidíssima TFP e patrono do atual IPCO.

Além disso, estandartes dourados, com o mesmo distintivo em tamanho grande, pairavam sobre o público ao som argênteo de trompetes, resultando tudo num ambiente impregnado do incomparável perfume católico que a Idade Média destilou. Nada mais profundamente tradicional e mais autenticamente atual. Sim, nada mais moderno se comparado ao estilo “idade da pedra lascada” que caracteriza cada vez mais certas manifestações atuais.
Evidentemente, a grande mídia esquerdista, “sempre imparcial”, não viu a campanha. Por que será?
Contudo, o que mais chamou a atenção foi, para alguns conhecer, para outros rever, um movimento autenticamente brasileiro, composto por jovens e adultos, dotados de trato fino e respeitoso, afável e varonil, cortês e nobre, com ideias claras e argumentos sólidos, defendendo princípios sagrados da Lei de Deus, e do Direito Natural, com ufania de serem católicos.
Na realidade, o mito grandioso do Brasil católico reapareceu na Paulista ontem.
Era fácil perceber nas fisionomias de muitos passantes a expressão: Estes sim são católicos; ainda bem que eles existem!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Carnaval, metamorfose que ofende a Deus



         Ao mesmo tempo tristes e indignados, nós católicos, vemo-nos obrigados todos os anos a desagravar o Nosso Deus pelos repetidos ultrajes perpetrados contra Ele no Carnaval, pelo fato deste estar se metamorfoseando de uma antiga folia inocente, alegre e sob vários aspectos até fina, numa espécie de apoteose tribalista, imoral, pagã e, pior de tudo, blasfema.
         Jornais noticiam que a PM da Bahia vai colocar 20 mil policiais na rua e o governo vai distribuir gratuitamente 500 mil preservativos no Rio de Janeiro para consumo no Carnaval.
         Assumindo essas características, como negar que o Carnaval vai realmente se metamorfoseando em algo sumamente pecaminoso? Qual é o saldo de ofensa a Deus após o Carnaval?
Tal metamorfose, infelizmente, não se restringe ao Carnaval da Bahia nem ao da cidade do Rio de Janeiro, mas, inspirados por este, todos os carnavais do País seguem o mesmo caminho.
Como quem vai no último vagão de um trem, até o infeliz e também blasfemo Carnaval de Jesus vai na mesma direção, apenas mais atrasado.
Ano passado e neste de 2012, o blog Rio de Janeiro Resiste, propôs aos seus leitores, que sentem a mesma indignação e repulsa por este grande pecado, um desagravo, o qual convidamos nossos leitores a fazer este ano, rezando com compenetração várias vezes a oração “A Jesus Crucificado”.
Não nos esqueçamos que, nós católicos, temos a obrigação de cumprir os mandamentos da Lei de Deus e da Santa Igreja, por isso, participar de qualquer evento com as características que o Carnaval tem hoje, é ir contra os princípios cristãos. Vale lembrar que até assistir pela TV cenas que ofendem a Deus equivale a uma participação indireta.
Nós, paulistas católicos, sentimo-nos agredidos pelo fato da máquina pública ser posta à disposição deste evento tão ofensivo a Cristo Nosso Senhor; e lamentamos profundamente que, pelo seu lado não bom, o Carnaval atraia tantas pessoas, que vêm aqui para gastar o seu dinheiro esbaldando-se em prazeres pecaminosos.
Nessa ocasião nossa cidade, fundada por Nobrega e Anchieta, trai enormemente seu passado católico, e, pior, neutraliza para incontáveis almas os efeitos sagrados da redenção.
Sem dúvida não é este futuro que seus fundadores desejavam para São Paulo. E não é isto que também nós desejamos para nossa querida cidade. Estou certo, que muitos católicos autênticos concordam comigo.
Em seguida a magnífica oração.

A Jesus Crucificado
Eis-me, ó bom e dulcíssimo Jesus, prostrado de joelhos em Vossa presença, e Vos peço e rogo com o mais ardente fervor da minha alma que imprimais no meu coração vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, e um verdadeiro arrependimento de meus pecados, com propósito firme de me emendar, enquanto considero com grande afeto e dor de alma as Vossas cinco chagas, tendo diante dos olhos o que já o Santo Profeta David dizia de Vós, ó bom Jesus: “transpassaram as minhas mãos e os meus pés, e contaram todos os meus ossos”.